Algodão orgânico x algodão convencional

Algodão orgânico x algodão convencional

Na semana passada trouxemos uma entrevista com uma marca sustentável. E daí que surgiram dúvidas do tipo: além de saber quem fez nossas roupas, teria como ir mais fundo e sabermos se a matéria-prima utilizada também foi produzida com cuidado?

E, por esse motivo, hoje vamos falar um pouquinho sobre o algodão. Você sabe as diferenças entre a plantação convencional e orgânica de algodão?

Cotton in Uzbekistan

A primeira resposta que encontramos é que, na agricultura convencional usam-se muitos agrotóxicos e pesticidas, principalmente por não tratar-se de um produto comestível. Já na orgânica, não são utilizados esses agressores ao meio ambiente.

Mas, entendemos que seja importante saber as diferenças em cada etapa do processo de produção e, para isso, temos abaixo um resumo comparativo para que fique mais fácil o entendimento e, assim, da próxima vez que você ouvir esse termo, já vai saber do que se trata! E melhor, poder colaborar com quem vem lutando para trazer produtos que foram feitos com essa preocupação.

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PREPARAÇÃO DA SEMENTE:
Orgânico: Natural, sementes não são geneticamente modificadas.

Convencional: Normalmente tratados com fungicidas ou inseticidas. Possíveis sementes geneticamente modificadas.

PREPARAÇÃO DO SOLO:
Orgânico: Solo saudável através da rotação de culturas, uma prática que visa fadiga do solo e com isso reduz o risco de pragas e, ao mesmo tempo, ajuda no controle de ervas daninhas.

Convencional: Adubos sintéticos, perda de solo devido à produção monocultura, irrigação intensiva.

CONTROLE DE ERVAS DANINHAS:
Orgânico: O solo saudável cria controle natural, como insetos benéficos.

Convencional: Pulverização aérea de inseticidas e pesticidas. Nove dos pesticidas mais comumente usados possuem agentes que são cancerígenos.

COLHEITA:
Orgânico: Desfolhamento natural a partir de temperaturas de congelamento ou através do uso da gestão da água.

Convencional: Desfolhamento induzido com produtos químicos tóxicos.

PRODUÇÃO:
Orgânico: Fibras estabilizadas utilizando duplo vazamento ou amido de milho não tóxico.

Convencional: Fibras estabilizadas usando ceras tóxicas.

CLAREAMENTO:
Orgânico: Peróxidos orgânicos seguros são utilizados.

Convencional: O branqueamento com cloro cria subprodutos tóxicos, que são liberados para o meio ambiente.

ACABAMENTO:
Orgânico: Escoamento suave em água morna com carbonato de sódio para um pH de 7.5 a 8.

Convencional: Água quente, surfactantes sintéticos, produtos químicos adicionais (às vezes formaldeído).

TINGIMENTO:
Orgânico: Reação de fibras de baixo impacto ou corantes naturais com baixo teor de metal e enxofre.

Convencional: Alta temperatura contendo metais pesados e enxofre.

ESTAMPARIA:
Orgânico: Baixo impacto, tintas à base de água e/ou pigmentos sem metais pesados.

Convencional: Os pigmentos podem ser à base de petróleo e contêm metais pesados. Escoamento em vias navegáveis, tornando-as poluentes.

MÃO-DE-OBRA:
Orgânico: Critérios sociais em vigor para garantir um ambiente seguro, saudável, não abusivo e não discriminatório com salários dignos.

Convencional: Não há rastreio social. Possivelmente haja crianças ou o uso de trabalho forçado. As instalações podem ser inseguras e não saudáveis.

PREÇO:
Orgânico: Custo inicial mais caro. Vantagens em longo prazo: impagável.

Convencional: Inicialmente mais barato. Impacto em longo prazo no meio ambiente: devastador.

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Fonte: North America Organic Trade Association (Associação de Comércio Orgânico da América do Norte)

 

(Fotos: Reprodução / Internet)