Entendemos mesmo o consumo consciente?

Entendemos mesmo o consumo consciente?

Temos abordado, aqui no Portal OESTILO, o consumo consciente de moda. E hoje, trazemos um texto reflexivo sobre o assunto.

Se pesquisarmos no dicionário Aurélio o significado de consciente, entre outras definições encontramos: Que sabe o que faz. Então, isso quer dizer que quando você diz que fez uma compra consciente, você sabe o que está fazendo, ou seja, sabe o que está comprando. Mas, será que sabe mesmo?

Por exemplo, quando você compra um chocolate, você sabe exatamente o que vai colocar na boca? Alguma vez atentou-se para ler os ingredientes? Pois é, raramente isso é feito. O ato de comprar é tão automático, que está mais ligado ao querer do que ao necessitar. E quando esse ato é agravado pelo impulso, a coisa fica pior.

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Precisa haver um equilíbrio aí. Não vamos ser hipócritas aqui e dizer que só devemos comprar o que necessitamos. Mas vamos afirmar que a necessidade não muda, mas o querer sim. Hoje você pode estar ansiosa por aquele vestido, mas amanhã ele pode tornar-se apenas mais uma peça no seu armário.

Como temos falado aqui, consumir com consciência exige muita vontade, porque o desejo por algo novo surge quase que todos os dias. Então, sugerimos um exercício diário, que você pode começar apenas fazendo algumas perguntas: Preciso mesmo? No que isso vai acrescentar nos meus looks? Ou na minha cozinha? Enfim, as perguntas vão mudando conforme o objeto de desejo.

Acreditamos que pensar dessa forma ultrapassa a linha do consumo de moda. Isso é muito mais! É tomar consciência de qualquer compra. É também um olhar interno, é saber que o mundo não funciona apenas com o consumo de bens materiais. É conseguir entender que uma peça nova não pode ser a única responsável para trazer alegria. É muito comum ouvirmos a seguinte frase: – Ah, estava chateada e fui ao shopping para sentir melhor.

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Quer dizer, a pessoa foi ao shopping, comprou algo que não precisava, apenas porque viu na vitrine e acreditou que aquilo traria algum benefício, alguma felicidade. De fato isso pode até ter acontecido, mas foi uma satisfação momentânea.

Por que então não ir ao parque, uma praça ou mesmo ir para casa ouvir uma música relaxante e agradar a mente, acalmar o coração? Um agrado assim traz sensações de tranquilidade e bem-estar que duram muito mais do que a aquisição de um novo artigo.

Pense nisso!

 

(Fotos: Reprodução / Internet)