Quem faz minhas roupas?

Quem faz minhas roupas?

– Nossa, que linda tua camiseta!
– Paguei dez dinheiros, acredita? Comprei logo quatro!

Adoramos comprar algo bom e muito barato, não é mesmo? Melhor ainda é quando as pessoas olham e pensam que custou muito mais e nós, cheios de prazer, abrimos a boca para dizer que custou bem pouco e que ainda compramos vários. Isso sim é felicidade, certo?

Não. Isso não é felicidade.

Alguém aí já parou para pensar como essas fast fashions conseguem encher suas araras a cada semana com algo novo, bom, bonito e por um custo tão baixo? Pois é, resolvemos fazer isso. E começamos olhando as etiquetas das nossas roupas e sapatos. Descobrimos que em muitas delas diz: Bangladesh, Vietnã… Então vamos para internet entender isso.

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Encontramos um documentário chamado The True Cost. Fiquei chocada com o que vi. Para quem nunca ouviu falar, trata-se de um filme produzido a fim de mostrar o impacto da moda nas pessoas, no planeta e a realidade em que vivem os trabalhadores que tornam possível as peças de fast fashion chegarem a nossas mãos por um valor tão baixo.

E aí podemos ver quem realmente está pagando o preço.

Grande parte das marcas americanas e europeias de fast fashion contratam esses trabalhadores. O problema é que não são oferecidas condições dignas de trabalho a essas pessoas. Por viverem em países onde a economia é péssima, eles acabam aceitando qualquer oferta.

No documentário, uma das mulheres que trabalham nessas fábricas é entrevistada, e elas estão reivindicando um salário mensal de 160 dólares. Vejam que absurdo!

Confesso que, particularmente, me senti muito mal por pensar que enquanto eu estava feliz consumindo esses produtos, existiam e ainda há pessoas sofrendo na fabricação deles.

Na verdade é até óbvio perceber que tem algo de errado acontecendo. Pois não é possível fazer uma peça com material bom a um custo tão baixo e nem fabricar tanta coisa diferente em pouco tempo.

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Nós precisamos buscar mais informação de tudo o que consumimos. Infelizmente, acabamos sendo surpreendidos de forma negativa e descobrindo que, por trás daquilo que colocamos dentro de casa, existe sofrimento.

Como já disse antes, é um verdadeiro trabalho de formiguinha, pois é difícil abrirmos os olhos para essa realidade e sermos fortes diante de tanta roupa bonita e a preços tão acessíveis. E não basta encontrar a informação e continuar com o mesmo comportamento de consumo.

Então, que tal vivermos com menos, com qualidade e sem peso na consciência?